Cabo Verde Investment Forum: Sector privado quer ser motor da economia mas pede menos burocracia e rapidez nas respostas
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17 junho 2022

Santa Maria, 16 Jun (Inforpress) – O sector privado quer, de facto, ser o motor da economia, colaborar com o Governo na retoma económica e ajudar na construção da resiliência, mas pede menos burocracia e mais rapidez nas análises e financiamento dos projectos.

Ao discursar na abertura do Cabo Verde Investment Fórum, o presidente do Conselho Superior das Câmaras de Comércio e presidente da Câmara de Turismo, Jorge Spencer Lima criticou a excessiva burocracia e afirmou que Cabo Verde precisa, urgentemente, como de pão para boca, de decisores capazes de dizer sim ou não a tempo e hora.

“Não podemos continuar eternamente a trazer bons projectos e ficar à espera. Hoje pedem um papel, amanhã pedem outro, depois de amanhã pedem outro e ficamos aqui eternamente nessa troca de papéis e burocracia que nunca mais acaba”, disse.

“O que nós queremos é que haja decisão rápida. Seja de onde for. Decisão dos organismos públicos, mas também decisões das fontes de financiamento. Um projecto até sair da ideia do seu promotor, até chegar ao lançamento da primeira pedra, está a levar de três a cinco anos e é muito tempo. Às vezes chega-se num ponto em que a ideia já não serve”, acrescentou.

Jorge Spencer Lima lembrou que, após a pandemia da covid-19, verificou-se um grande retrocesso em Cabo Verde com a economia a cair para menos 14 por cento (%). Apesar de alguns avanços registados indicou que os dados disponíveis demonstram que há ainda um grande trabalho a fazer para que, de facto, essa retoma do País e da economia esteja no seu verdadeiro caminho.

Na sua perspectiva a retoma económica deve basear-se em dois aspectos, designadamente, a consolidação das empresas e do sector privado existente e, depois, nos projectos do futuro através de novos investimento, novas ideias.

“Nós não podemos estar a pensar no amanhã, se não consolidarmos e construirmos o hoje. As empresas estão saindo de uma situação de fragilidade, com muita dificuldade. Portanto há que ter atenção às necessidades de consolidar o que nós temos para depois projectarmos o futuro”, disse.

O representante do sector privado louvou as medidas lançadas pelo Governo para a retoma e consolidação do tecido empresarial. No entanto salientou, que é preciso eliminar as burocracias e fazer com as coisas funcionem e que essas medidas do Governo, na prática, possam corresponder a essa verdadeira retoma, a esse verdadeiro apoio à economia e ao sector privado.

Da parte do tecido empresarial disse que há uma predisposição a fazer de tudo para garantir o desenvolvimento que o País almeja e cumprir esse papel, muito propalado, de “motor da economia”.

Por isso, da 4ª edição do Cabo Verde Investiment Forum, a decorrer na ilha do Sal, augura que seja um momento de troca de informações mas, sobretudo, que o sector financeiro presente, seja nacional seja internacional, seja capaz de analisar os projectos com rapidez, tomar decisões com rapidez e informar as pessoas rapidez.

“Esse projecto é viável, esse projecto é possível, posso financiar ou não posso financiar.  É assim que este motor arranca, ganha força para puxar a carroça que é a economia cabo-verdiana.  É este o papel do sector privado e que estamos prontos para cumprir e é nisso que aceitamos os desafios do Governo de transformar e desenvolver este País” realçou.

O Cabo Verde Investment Fórum está enquadrado na política de promoção do País e é um instrumento privilegiado de promoção de investimentos dentro das estratégias de diversificação da economia e uma forte aposta no sector privado.

O evento, que decorre hoje e sexta-feira na cidade de Santa Maria, na ilha do Sal, sob lema “Cabo Verde aberto ao mundo”, reúne o Governo, o sector privado e instituições financeiras nacionais e internacionais.

Para além das assinaturas de acordos e convenções, de projectos estruturantes para Cabo Verde, do programa constam sessões temáticas com palestrantes de várias origens, reunião B&B, sessões plenárias, e uma agenda social a completar o evento.

O Governo espera a assinatura de acordos e convenções de estabelecimentos no montante de dois mil milhões de euros.

 

Fonte da Notícia: 

Inforpress

MJB/HF

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